
De teorias e hipóteses
Nada mais de duvidas
Vil medida que peses
Balanças não aferidas
Resta a cruel certeza
Daquela que não ama
Que abandona ilesa
Este barco em chama
Aderna e naufraga
Na gota de esperança
Ignora minha chaga
E sofrimento da criança
Torna tua culpa minha
Torna meu teus erros
A esperança definha
Vida, amor, enterros
Orgulho que impede
Desculpas sinceras
Tu que nunca cede
Palavras que imperas
Nem culpa ou remorso
Sem choro ou dor
Sem peso no dorso
Na verdade sem amor
Lagrimas inexistentes
Ironia ainda no rosto
Cospe entre dentes
Sarcasmos e desgosto
Sou mesmo o incauto
Que acaba acreditando
Em teu falso riso alto
E mentiras sem tamanho
Meu coração acredita
Que você até se importa
Minha alma rasa e aflita
Me dá um nome: Idiota!
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