sábado, 2 de janeiro de 2010

?


Me redime o amor aleatório,

Das iniqüidades que pratico?



Me redime a bondade escassa

Do ódio intenso que sinto?



Me liberta a verdade crua

Das mentiras que acredito?



Me liberta a sabedoria parca

Da ignorância infinita que omito?



Me isenta a felicidade utópica

Das lagrimas secas que verto?



Me isenta a humanidade desumana

Do universo finito que existo?



Será o medo que preserva a vida

O mesmo que nos impede de viver?

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My random love forgives me
from inequities that I practice?

My little kindness redeems me
from intense hate that I feel?

My raw truth frees me
from the lies that I believe?

My meager wisdom frees me
from the infinite ignorance that I omit?

My utopic happiness saves me
from these dry tears I pour?

My inhuman humanity saves me
from this finite universe that I exist?

Is it the same fear that preserves life
the one that prevents us from living?

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