
Duna após duna,
Caminhar cambaleante
Alheio a própria fortuna
Olhos fixos no distante
O vento apaga os passos
O sol castiga o corpo
Pensamento vaga absorto
Vida entre nós e laços
Alma árida como deserto
Coração seco, semi-morto
Sem destino ou rumo certo
Feito jornada sem porto
Sem oásis de esperança
Ou águas da abundância
Apenas uma vaga lembrança
Do sentido da distância
Da existência sem sentido
Do amor desperdiçado
De objetivos não atingidos
Dos ecos do passado
Sem mares ou florestas
Sem montanhas ou rios
Sem risos ou festas
Sem calor ou frio
Realmente sem nada
E do nada, o inócuo
Do vago, as sombras .
E dos restos, o vácuo
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Dune after dune
Staggering walk
Disregarding own fortune
Eyes on the far
wind erases the footsteps
The sun punishes the body
Wandering thoughts
Living among ties and laces
Arid and desert soul
Dry heart, semi-dead
No destination or right direction
Like journey without harbor
No oasis of hope
Or plenty of water
Only a vague memory
Of the sense of distance
The meaningless existence
Of love wasted
Goals not achieved
The echoes of the past
No seas or forests
No mountains or rivers
No laughter or parties
Without heat or cold
Really without nothing
From nothing, the innocuous
From vague, the shadows.
And from the rest, the vacuum
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