sábado, 2 de janeiro de 2010

Dry



Duna após duna,

Caminhar cambaleante

Alheio a própria fortuna

Olhos fixos no distante



O vento apaga os passos

O sol castiga o corpo

Pensamento vaga absorto

Vida entre nós e laços



Alma árida como deserto

Coração seco, semi-morto

Sem destino ou rumo certo

Feito jornada sem porto



Sem oásis de esperança

Ou águas da abundância

Apenas uma vaga lembrança

Do sentido da distância



Da existência sem sentido

Do amor desperdiçado

De objetivos não atingidos

Dos ecos do passado



Sem mares ou florestas

Sem montanhas ou rios

Sem risos ou festas

Sem calor ou frio



Realmente sem nada

E do nada, o inócuo

Do vago, as sombras .

E dos restos, o vácuo

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Dune after dune

Staggering walk

Disregarding own fortune

Eyes on the far



wind erases the footsteps

The sun punishes the body

Wandering thoughts

Living among ties and laces



Arid and desert soul

Dry heart, semi-dead

No destination or right direction

Like journey without harbor



No oasis of hope

Or plenty of water

Only a vague memory

Of the sense of distance



The meaningless existence

Of love wasted

Goals not achieved

The echoes of the past



No seas or forests

No mountains or rivers

No laughter or parties

Without heat or cold



Really without nothing

From nothing, the innocuous

From vague, the shadows.

And from the rest, the vacuum

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