sábado, 2 de janeiro de 2010

Do silêncio, insanidade e paixão





Sob os murmúrios monossilábicos e desconexos,

No mar profundo do cotidiano monótono.

Seja pela hora plena que incita ao pulo,

Ou pelo abismo que aguarda ansioso.



Inércia pura do momento fatal,

Não conforta o silencio.

Os lábios selados.

Insana paixão...



Seja no vácuo que povoa a mente

Ou o frio concreto dentro do peito.

Inexpugnável cova de um coração,

Finito, solitário, louco e calado.



Faz do silêncio mais uma vez casa,

Das palavras que nunca permaneceram.

Faz da insanidade, morada

Das ilusões que permeiam a realidade.

Faz da paixão, refugio

Dos sonhos que tenho acordado.



Resumido à impressões equivocadas

Feito livro reduzido a seis palavras

Não é conforto ou motivo que busco

Apenas quero uma nova jornada



Enfim o passo derradeiro

A queda vertiginosa

Existência abreviada

A mancha rubra

Sucumbe devagar

Ao negro absoluto

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From Love, Passion and Insanity

Under the disconnected murmurs

In the deep sea of monotonous routine.

By the hours which calls for a leap,

Or the abyss that awaits eagerly.



Pure inertia, fatal moment

No comfort in the silence.

Sealed lips

Insane passion ...



By the vacuum that fills the mind

Or the cold concrete in the chest.

Impregnable hole of a heart,

Lonely, crazy and quiet.



Make the silence home again

Of the words that never stayed.

Make the insanity, address

Of the Illusions that permeate reality.

Make the passion, refuge

Of dreams that I have while awake.



Summary of misperceptions

Like a book reduced to six words

It is not comfort or reason that I seek

I just want a new journey



Finally the final step

The plummeting

Short Life

Staining red

Slowly succumbs

To absolute black

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